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Depois do sucesso "viral" da campanha "cala a bôca Galvão", que além da crítica ao narrador mais famoso do Brasil,levou um produtor de conteúdo a transformar Galvão em um pássaro da Amazonia em extinção, em uma peça com imagens e narração em inglês, totalmente nonsense para nós, para bastanate crível para quem não é brasileiro. Como ela se tornou um sucesso mundial na rede, tem-se mais uma confirmação do poder do twitter como veículo e do meio virtual na produção de fatos, além da repercussão. A maravilha de todo mundo poder falar o que pensa e o que quer, e a capacidade de contagiar milhares de pessoas com suas idéia não deixa de ser encantadora. No entanto, o "cala bôca Galvão" também revela a irresponsabilidade presente no meio na produçao de conteúdo. Se veículos importantes construiram impérios de informação, em nome da credibilidade alcançada baseada na responsabilidade e honestidade de seu conteúdo, não se poderá esperar isso no ambiente virtual a curto prazo. Se para o consumidor de informação já era uma taréfa difícil descobrir as intenções editoriais de um veículo ou outro, na internet será impossível, como vemos. Se por um lado todo mundo tem o poder de produzir conteúdo, precisamos nos defender cada vez mais do lixo que invade nossa caixa postal,e pior, acaba virando notícia nos jornais,revistas, radios, veiculos tradicionais, como aconteceu no mundo todo com o "cala bôca Galvão". Enquanto for uma piada a gente rí e se diverte com a molecagem. Mas e quando o mesmo sistema produzir danos maiores, como já temos visto, quem se responsabilizará pelas invenções malignas sobre pessoas, empresas, instituições ou países. Ou melhor, que pagará pelos estragos ?

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